ANACARDIUM OCCIDENTALE

O cajueiro é um arbusto ou  árvore perenifolia, que chega a medir 10 metros de altura.
Seu porte e a folhagem são ornamentais.
A copa larga em formato de guarda-sol ofereçe excelente sombra densa.
A arquitetura tortuosa de galhos e tronco fazem do cajueiro uma opção interessante para o paisagismo.
A ramificação normalmemnte ocorre a uma altura de 1 – 1,5 metros do solo.
As flores exalam um perfume agradável.
É uma árvore de crescimento lento.

 

 

 

 

 

 

 

 




ANADENANTHERA COLUBRINA VAR. CEBIL

O angico-vermelho é uma árvore perenifolia ou decídua, que chega a ter 12 a 20 metros de altura. O DAP chega a medir 30 a 90 cm.

Trata-se de uma árvore muito ornamental, que se destaca pela delicadeza de sua folhagem e florada branca abundante.

É uma espécie muito indicada para o paisagismo, inclusive a arborização urbana.

Trata-se uma planta de crescimento rápido.

 




ASCLEPIAS CURASSAVICA

O algodãozinho-do-campo é uma planta de hábito herbáceo, latescente, com altura de 40 – 100 cm de altura, anual ou de curta duração, que ocorre em todo Brasil.

Possui belas flores vermelho alaranjadas com capuzes amarelos, que surgem durante o ano todo.
Existem várias cultivares com diferentes cores de flores e hábito mais curto; algumas têm flores vermelhas, amarelas ou laranja brilhantes.

Possui caules simples ou ramificados, fibrosos, eretos e cilíndricos.
O látex da planta é cáustico e pode causar dor e queimação de boca e faringe, dores abdominais e inflamações oftálmicas.




CALOPHYLLUM BRASILIENSE

GUANANDI  –  CALOPHYLLUM BRASILIENSE CAMBESS.



 

| PAISAGISMO |
O guanandi é uma árvore perenifolia de até 30 metros de altura.
É de fácil cultivo devido a sua alta resiliência a condições ambientais adversas, aceitando todos os tipos de solo.
Trata-se de uma árvore muito ornamental, de tronco ereto, folhagem brilhante e belas flores que exalam uma fragrância agradável.
Possui crescimento  moderado a rápido.

| FRUTOS E SEMENTES | 
O fruto de até 35mm de diâmetro é considerado PANC no Brasil, mas existem estudos que classificam o fruto como tóxico!

| REQUERIMENTOS |
O guanandi aceita todos os tipos de solo, mas se desenvolve melhor em solos férteis e úmidos, podendo ser posicionado na meia sombra ou a pleno sol.
Tolera o plantio em solos arenosos, argilosos e pedregosos.
O requerimento em termos de água é alto.

| MANUTENÇÃO |
Requer pouca manutenção.
Basta adubar com material orgânico duas vezes por ano.
Recubra o solo na área correspondente á copa mais um anel de cerca de 50cm de largura.
O material orgânico pode ser terra de compostagem, misturas á base de esterco, húmus de minhoca ou serrapilheira.

 | OCORRÊNCIA NATURAL |
Ocorre principalmente em áreas brejosas, no fundo de vales ao longo de rios e riachos e na proximidade de nascentes.
No entanto deve ser considerada uma espécie muito resiliente, que tolera praticamente todos os solos, tanto os pobres como os férteis.
Tolera um plantio em solos secos, úmidos e enxarcados.
Pode ser encontrado desde o nível do mar até 1500 m de altitude.
Tolera secas, ventos fortes, salinidade e condições costeiras.
Tolera geadas até -3°C.

| RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA  |
Trata-se de uma espécie interessante para a restauração ecológica, pois as suas flores nutrem polinizadores e os frutos servem de alimento para diversas espécies animais.
É classificada como secundária tardia.

| CONSERVAÇÃO |
Suas flores servem como fonte de alimento para abelhas e insetos em geral.
Os frutos servem de alimento para a fauna, especialmente para primatas, ungulados, aves grandes e morcegos. Neste contexto se destacam os bugios marrons, macacos-prego, taiaçus, jacus e morcegos-de-cara-branca.

 



–  ANIMAIS QUE SE ALIMENTAM DOS FRUTOS DO GUANANDI  –
BUGIOS-MARRONS | JACUPEMBA | TAIAÇUS | MORCEGOS-DE-CARA-BRANCA | MACACOS-PREGO


 

| POLINIZAÇÃO |
Abelhas e insetos.

| DISPERSÃO |
Zoocórica.

| DISPERSÃO |
Bugios marrons, macacos-prego, jacus e morcegos-de-cara-branca.
Taiaçus devem ser considerados predadores de sementes por mastigarem ou despedaçarem as sementes mastigando ou mordendo.

| UTILIDADE I
Trata-se de uma planta medicinal.

| UTILIDADE II |
A espécie é apícola.

| UTILIDADE III
Pode ser utilizada para sombreamento de café ou cacau.

| MADEIRA |
O guanandi é bastante cultivada pelo valor de sua madeira.
A madeira é considerada parecida com  o mogno e possui grande aceitação no mercado nacional e internacional.
É classificado como madeira-de-lei.
Sua madeira leve ( 0,57 g/cm³)  é utilizada na construção interna e externa, e na construção naval, para a produção de móveis, assoalhos,  barris de vinho, e cabos de ferramenta.
É uma das madeiras mais utilizadas nas Americas tropicais.

 

 

 

 

 


 

 

 




CECROPIA PACHYSTACHYA

 

 




CEIBA SPECIOSA

A paineira é uma linda árvore decídua de 15 a 30 m de altura.
O DAP chega a medir 80 a 120 cm.
Possui copa larga, a qual pode chegar a 20 metros de diâmetro.
Sua linda florada rosa, seus belos frutos grandes, seu tronco barrigudo e espinhento e seu porte arquitetônico oferecem um visual muito ornamental, razão pela qual está sendo bastante utilizada no paisagismo.
É muito utilizada para a arborização de ruas, praças, parques, casas de campo e jardins espaçosos.

A paineira é uma linda árvore decídua de 15 a 30 m de altura.
O DAP chega a medir 80 a 120 cm.
Possui copa larga, a qual pode chegar a 20 metros de diâmetro.
Sua linda florada rosa, seus belos frutos grandes, seu tronco barrigudo e espinhento e seu porte arquitetônico oferecem um visual muito ornamental, razão pela qual está sendo bastante utilizada no paisagismo.
É muito utilizada para a arborização de ruas, praças, parques, casas de campo e jardins espaçosos.




CITHAREXYLUM MYRIANTHUM

 

 

 

 

 




COPAIFERA LANGSDORFFII

 

 

 

 

 




CORDIA SUPERBA

 

 

JANGADA-DO-CAMPO  –  CORDIA SUPERBA CHAM.



 

|  PAISAGISMO |
A jangada-do-campo é uma linda árvore semi-decídua de até 10 metros de altura, a qual é muito utilizada na arborização urbana.
O DAP chega a medir 20 a 30 cm.
Trata-se de uma árvore muito ornamental, de florada branca espetacular e copa densa, que oferece bom sombreamento.
Dependendo da localização e da condução, pode também desenvolver-se como arbusto.
É uma árvore de crescimento moderado a rápido.

|  FRUTOS E SEMENTES |
Possui frutos de até 25 mm de tamanho.
A frutificação começa após 2 a 3 anos.

|  COMESTIBILIDADE |
O fruto não é comestível para o ser humano.

|  REQUERIMENTOS |
A jangada-do-campo prefere solos férteis, úmidos e bem drenados e se desenvolve bem na meia sombra ou a pleno sol.
É de fácil cultivo devido a sua alta resiliência a condições ambientais adversas.

|  MANUTENÇÃO |
É uma planta que requer moderada manutenção.
Dá um pouco de trabalho em áreas urbanas, onde flores,folhas e frutos caídos precisam ser removidos.
É recomendável adubar com material orgânico duas vezes por ano.
Recubra o solo na área correspondente á copa mais um anel de cerca de 50 cm de largura.
O material orgânico pode ser terra de compostagem, misturas á base de esterco, húmus de minhoca ou serrapilheira.

|  OCORRÊNCIA NATURAL |
A espécie ocorre naturalmente em florestas semi-decíduas, em matas ciliares no fundo de vales e baixadas, sendo tolerante a inundações temporárias.
Resiste a geadas até – 3°C e pode ser plantada em qualquer altitude.

|  RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA |
É uma espécie interessante para a restauração ecológica, pois floresce e frutifica por vários meses.
Suas flores oferecem néctar para polinizadores e os seus frutos servem de alimento para a avifauna.
É classificada como secundária inicial.

|  CONSERVAÇÃO | 
Suas flores são uma excelente fonte de néctar para abelhas.
O fruto de até 25mm de diâmetro serve de alimento para a fauna, especialmente para aves e morcegos.

|  POLINIZAÇÃO |
Abelhas, formigas e saguís-de-tufo-preto.

|  DISPERSÃO |
Zoocórica.

|  DISPERSORES |
Aves e morcegos.

|  UTILIDADE |
A espécie é apícola.

|  MADEIRA |
Sua madeira moderadamente pesada é utilizada na carpintaria, a produção de móveis e acabamentos internos.

 

 

 

 

 

 

 




EUGENIA UNIFLORA

A pitanga é uma arvoreta ou um arbusto perenifólio, de 5 a 12 metros de altura.
O DAP chega a medir 30 a 50 cm.
Trata-se de uma planta muito ornamental, de bela florada branca, lindos frutos coloridos e folhagem verde-avermelhada.
Existem várias variedades, com frutos amarelos, laranjas, vermelhos e pretos.
É amplamente utilizada em projetos paisagísticos no Brasil e no exterior.
É uma planta pouco exigente e de fácil cultivo.
A velocidade de crescimento é rápida.

 

 




FICUS ENORMIS

 

 

 




GARCINIA GARDNERIANA

O bacupari é uma bela árvore ou arbusto perenifólio com 5 a 15 metros de altura e tronco com diâmetro de 10 a 20 cm.
Produz deliciosos frutos de polpa doce e suculenta.
A copa é ampla, densa e piramidal a globosa.
O tronco é reto, raramente apresentando fuste, com casca cinzenta e rugosa.
A árvore possui um belo efeito ornamental, principalmente por sua copa piramidal, com seus frutos amarelos vivos contrastando com a folhagem verde-escura.
Pode ser usada para sombrear alamedas, avenidas e ruas, e na arborização de parques e jardins.
A espécie é frequentemente cultivada em pomares domésticos.
O bacuparí é uma planta de crescimento lento.




GUAZUMA ULMIFOLIA

 

 

 




HANDROANTHUS IMPETIGINOSUS

 

 

IPÊ-ROSA-DE-BOLA  –  HANDROANTHUS IMPETIGINOSUS (MART. EX DC.)



 

|  PAISAGISMO |
O ipê-rosa-de-bola é uma linda árvore decídua de 20 a 35 m de altura.
Quando cultivada atinge uma altura de 8 a 12 m.
Possui copa larga, a qual pode chegar a 12 metros de diâmetro.
Sua linda florada rosa e seu porte arquitetônico ofereçem um visual muito ornamental, razão pela qual está sendo bastante utilizada no paisagismo.
É muito utilizada para a arborização de ruas, praças, espaços públicos, casas de campo e jardins espaçosos.
Sua florada ocorre no inverno, justamente quando a árvore perde suas folhas, destacando ainda mais todo esplendor das suas flores.
É de grande importância para o suprimento da fauna por florir na época seca, época de escassez natural de alimento e água.
Por esta razão representa uma excelente opção para atrair a avifauna, inclusive os beija-flores.
É também muito atrativa para borboletas.
O ipê-rosa-de-bola é certamente uma excelente opção para trazer mais vida e cores para os centros urbanos.
É uma planta de crescimento rápido.

|  FRUTOS E SEMENTES |
Seus frutos são vagens compridas, as quais contém pequenas sementes com asas.
A casca é utilizada para a produção de chá, internacionalmente muito apreciado como “lapacho”.

|  REQUERIMENTOS |
O ipê-roxo deve ser plantado a sol pleno.
Se desenvolve melhor em solos férteis, úmidos e bem drenados, contendo muita matéria orgânica.

|  MANUTENÇÃO |
É uma planta de fácil cultivo, que requer moderada manutenção.
Dá um pouco de trabalho em áreas urbanas, onde flores e folhas caídas precisam ser retiradas.
É recomendável adubar com material orgânico duas vezes por ano.
Recubra o solo com 2 cm do material orgânico na área correspondente á copa mais um anel de cerca de 50 cm de largura.
O material orgânico pode ser terra de compostagem, misturas á base de esterco, húmus de minhoca ou serrapilheira.
Em áreas onde a deposição de material não é possível, utilize adubo líquido.

|  OCORRÊNCIA NATURAL |
Ocorre naturalmente em florestas densas e nas matas ciliares no fundo de vales e baixadas, ao longo de rios e riachos.

|  RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA |
O ipê-roxo não deve faltar em projetos de restauração ecológica.
Suas flores oferecem néctar para polinizadores e alimento para a fauna.
Floresce na estação seca, época de escassez natural de água e alimentos.
É também uma excelente produtora de biomassa, por ser uma espécie decídua e produzir florada abundante.
Além disso, é uma espécie interessante em termos de sequestro de carbono, por ser uma espécie de madeira pesada.
É classificada como pioneira, secundária inicial, secundária tardia ou avançada.
Seu status de conservação é avaliado como quase ameaçada (NT).

|  CONSERVAÇÃO |
As flores são de grande importãncia para polinizadores como abelhas, mamangavas, vespas, borboletas e beija-flores.
Suas flores oferecem alimento para macacos-prego-galegos e diversas espécies de aves, inclusive para beija-flores e psitracídeos.
Seus frutos são consumidos por psitacídeos.

|  POLINIZAÇÃO |
Abelhas, vespas, mamangavas, borboletas e beija-flores.

|  DISPERSÃO |
Anemocórica.

|  UTILIDADE I |
Trata-se de uma planta medicinal.

|  UTILIDADE II |
A espécie é apícola.

|  MADEIRA |
Sua madeira pesada (0,804 g/cm³) de alta qualidade é bastante durável.
É utilizada para construção civil interna e externa, na marcenaria e carpintaria, acabamentos internos, a produção  de assoalhos, móveis, instrumentos musicais e cabos de ferramentas.
A madeira é difícil de cortar, mas muito durável e resistente.
Resiste a fungos, cupins e brocas.
É uma espécie que já foi muito explorada devido à utilização de sua madeira.

 

 

 

 

 




HYMENAEA COURBARIL

 

 

 

 

 

 

 




INGA EDULIS

O ingá-cipó é uma árvore perenifólia de 5 a 25 de altura.
O DAP chega a medir 60 cm.
Trata-se de uma árvore ornamental, de tronco sinuoso e flores delicadas, as quais parecem pompons brancos.
Seus frutos são vagens compridas, as quais lhe conferem um visual diferenciado.
Pode ser considerada uma bela opção para o paisagismo, inclusive por sua florada abundante oferecer alimento para polinizadores como abelhas, borboletas e beija-flores.

 

 




INGA LAURINA

 

INGÁ-BRANCO  –  INGA LAURINA (SW) WILLD.



 

|  PAISAGISMO |
O ingá-cipó é uma árvore perenifolia de 10 a 20 de altura.
O DAP chega a medir 50 a 70cm.
Trata-se de uma ávore ornamental, muitas vezes de tronco multistem e flores brancas delicadas, as quais parecem espigas-pompons.
Seus frutos são vagens compridas, as quais lhe conferem um visual diferenciado.
Pode ser considerada uma bela opção para o paisagismo, inclusive por sua florada abundante ser muito atrativa para borboletas e beija-flores.

|  FRUTOS E SEMENTES |
Os frutos, medem 50 a 200mm e são comestíveis.
Sua polpa gelationosa é muito indicada para consumo in natura, principalmente após terem sido colocadas na geladeira por um tempo.

|  REQUERIMENTOS |
O ingá-cipó tolera todos os tipos de solo e um plantio na meia-sombra ou a pleno sol.
No entanto se desenvolve melhor num solo fértil e úmido a pleno sol. É uma planta de fácil cultivo.

|  MANUTENÇÃO |
Requer pouca manutenção.
Basta adubar com material orgânico duas vezes por ano.
Recubra o solo na área correspondente á copa mais um anel de cerca de 50 cm de largura.
O material orgânico pode ser terra de compostagem, misturas á base de esterco, húmus de minhoca ou serrapilheira. O ingá-cipó aceita poda.

|  OCORRÊNCIA NATURAL |
A espécie se adapta a qualquer altitude. Resiste a geadas até -3°C.

|  RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA |
Trata-se de uma espécie-chave para a restauração ecológica, pois as suas flores nutrem polinizadores e os frutos servem de alimento para diversas espécies animais.
É uma espécie que faz aliança com microorganismos produtores de nitrogênio, substância indispensável para o crescimento saudável de plantas e a regeneração de solos degradados.
E o importante é que florescem e frutificam praticamente o ano todo, oferecendo alimento e água para polinizadores e dispersores de sementes.
Assim como todos os ingás, o ingá-branco deve ser considerado uma espécie-chave para o suprimento de animais, inclusive de animais de grande porte.
É classificada como secundária inicial.
Seu status de conservação é avaliado como pouco preocupante (LC).

|  CONSERVAÇÃO |
Suas flores são uma excelente fonte de néctar para abelhas, aves e mariposas.
Os frutos oferecem alimento para muriquis-do-sul, macacos-prego-amarelos, macaco-prego-galego, quatis, tucanos e diversos tipos de aves.

 



–  ANIMAIS QUE SE ALIMENTAM DE INGÁS-BRANCOS  –
MACACOS-PREGO-DE-PEITO-AMARELO | TUCANUÇUS | QUATIS | MURIQUIS-DO-SUL


 

|  POLLINIZAÇÃO |
Insetos, abelhas, aves e mariposas.

|  DISPERSÃO |
Zoocórica

|  DISPERSORES |
Muriquis-do-sul, macacos-prego-amarelos, macaco-prego-galego, quatis, tucanos e diversos tipos de aves.

|  UTILIDADE |
Trata-se de uma espécie apícola.

|  MADEIRA |
Sua madeira moderadamente pesada (0,62 – 0,71 g/cm³) é utilizada para produção de móveis, construção interna, produção de cabos e embalagens e para a produção de carvão.
O ingá-cipó é também utilizado como planta sombreadora e fixadora de nitrogênio para plantações de café e cacau.

 

 

 

 




JOANNESIA PRINCEPS

 

 

FRUTO-DE-ARARA  –  JOANNESIA PRINCEPS VELL.


| PAISAGISMO |
O fruto-de-arara é uma bela árvore semi-decídua com 6 a 23 m de altura.
Seu tronco ereto chega a medir 40 – 60 cm de diâmetro.
Sua floração é muito ornamental, com flores belíssimas.
A copa é cilíndrica ou alongada e densa.
O tronco de cor cinzenta e fissurado.
Trata-se de uma espécie interessante para o paisagismo, mas é necessário cautela com o plantio em áreas urbanas, pois seus frutos são muito grandes e pesados.
É uma planta de crescimento rápido

| REQUERIMENTOS |
Tolera todos os solos, contanto que sejem secos ou úmidos bem drenados.
Pode ser plantado no sol ou na meia-sombra.
Não tolera solos enxarcados.

| MANUTENÇÃO |
É uma planta que requer moderada manutenção.
Basta adubar com material orgânico duas vezes por ano.
É recomendável recobrir o solo com 2 cm do material orgânico na área correspondente á copa mais um anel de cerca de 50 cm de largura .
O material orgânico pode ser terra de compostagem, misturas á base de esterco, húmus de minhoca ou serrapilheira.
Dá um pouco de trabalho na hora da frutificação.

| FRUTOS E SEMENTES |
O fruto grande é deiscente, de formato oval, com 6-11 cm de diâmetro.
Possui 2 a 3 sementes, com cerca de 4 × 2,5 cm..
As sementes possuem 37% de óleo.
É uma espécie de frutificação abundante.
Inicia a frutificação 4 a 5 anos após o plantio.

| COMESTIBILIDADE |
As sementes podem ser consumidas como castanhas após torradas.
O arilo oleaginoso que recobre parte das sementes pode ser consumido, apesar de ter um final amargo.

| OCORRÊNCIA NATURAL |
O fruto-de-arara ocorre naturalmente na Mata Atlântica e na Caatinga.
Ocorre predominantemente em áreas com solos bem drenados.
Nas áreas ciliares ocorre somente em locais ausentes de inundações constantes,  podendo ser encontrada primariamente em solos argilosos.
A espécie é resistente a períodos de seca.
Tolera inundações periódicas.

| RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA |
Por produzir grande quantidade de frutos que servem de alimento para a fauna, esta árvore não deve faltar em projetos de restauração ambiental.
A espécie é dióica, sendo necessário plantar um mínimo de 4 mudas com uma certa proximidade para garantir que a planta possa se reproduzir.
Com 4 a 6 mudas, é relativamente alta a probabilidade de que haverá plantas femininas e masculinas dentro do ecossistema.
É classificada como pioneira a secundária inicial.
A espécie não foi avaliada quanto ao seu status de conservação (NE).

| CONSERVAÇÃO |
Trata-se de uma espécie importante para polinizadores.
Os frutos servem como alimento para pacas (Cuniculus paca(, cutias-marrons (Dasyprocta azarae), cutias-de-crista (Dasyprocta leporina), macacos-prego (Sapajus nigritus),  caxinguêles (Sciurus ingrami) e aves como araras.

 


–  ANIMAIS QUE SE ALIMENTAM DE FRUTOS-DE-ARARA  –
MACACOS-PREGO | CAXINGUÊLES | CUTIAS | PACAS


 

| POLINIZAÇÃO |
O fruto-de-arara é polinizado por abelhas e vários pequenos insetos.

| DISPERSÃO |
Zoocórica (animais) e Barocórica (gravidade).

| DISPERSORES |
As sementes  são dispersas por roedores como pacas (Cuniculus paca), cutias-marrons (Dasyprocta azarae), cutias-de-crista (Dasyprocta leporina), macacos-prego (Sapajus nigritus), caxinguêles (Sciurus ingrami) e aves com araras.

| UTILIDADE I |t
Trata-se de uma planta medicinal.

| UTILIDADE II |
As sementes fornecem óleo para fins industriais e iluminação, fabricação de tintas, azeite e sabão.

| MADEIRA |
Seu tronco exsuda llátex vermelho quando ferido.
Sua madeira leve e porosa é utilizada em marcenaria, caixotaria leve, obras internas, artefatos de madeira, brinquedos, tamancos, forros, canoas, jangadas, peças navais, miolo de painéis e portas, palitos de fósforos de excelente qualidade.

| NOMES COMUNS|
Seus nomes comuns são boleira, andá, andá-açu, bagona, cotieira, fruta-de-arara, dandá e fruta-de-cotia.

 

 

 

 

 




LANTANA CAMARA

 

LANTANA  –  LANTANA CAMARA L.



 

|  PAISAGISMO |
A lantana é um arbusto perenifólio de até 2 metros de altura muito ornamental. Suas lindas flores parecem pequenos bouquets coloridos, os quais variam de cor, com destaque para tons amarelos, laranjas, vermelhos, pink e brancos.
A espécie ganhou o apelido de planta arco-íris pois suas flores mudam de cor com o passar do tempo.
No paisagismo é utilizada em forma de maciços no meio de gramados e ao longo de caminhos ou muros e como cerca-viva.
Pode ser conduzida como arvoreta, neste formato sendo muito plantada em vasos.
As flores exalam um perfume agradável, atraíndo beija-flores, borboletas e abelhas para o jardim.
As lantanas são bastante rústicas e florescem praticamente o ano todo.
Devido a beleza de sua florada e o seu fácil cultivo, a lantana é muito indicada para projetos paisagísticos.
É também uma opção ornamental para a fixação de taludes, devido ao seu amplo sistema radicular.
No entanto é importante saber, que a lantana emite substâncias que podem causar irritações na pele e nos olhos, não sendo indicada para o plantio em lugares onde pessoas ou animais permaneçem por muito tempo.
Possui crescimento rápido.
Não deve ser confundida com outras espécies de cor única, com a lantana-branca (Lantana undulata) ou a lantana-roxa ou lantana-amarela (ambas Lantana montevidensis).

|  FRUTOS E SEMENTES |
Produz grande quantidade de pequenos frutos pretos, de cerca 3 mm de diâmetro. Estes são tóxicos.

|  AMBIENTE PREFERENCIAL |
A lantana  se desenvolve bem na meia-sombra ou a pleno sol.
Tolera todos os solos, mas se desenvolve melhor a pleno sol em solos férteis e úmidos, contendo muita matéria orgânica.

|  MANUTENÇÃO |
Requer pouca manutenção.
Adube com material orgânico uma a duas vezes por ano.
Recubra o solo na área correspondente á copa mais um anel de cerca de 20cm de largura.
O material orgânico pode ser terra de compostagem, misturas á base de esterco, húmus de minhoca ou serrapilheira. A lantana aceita poda.

|  OCORRÊNCIA |
Ocorre naturalmente quase no Brasil todo, em todos os tipos de vegetação, desde o nível do mar até 1700 metros de altitude.
Se estabelece principalmente em áreas abertas a pleno sol. Não tolera geadas, mas resiste a fogo, rebrotando rapidamente após queimadas.
É considerada invasiva em alguns países e o seu plantio deve ser bem avaliado, já que grandes maciços inibem a regeneração natural de florestas, pois a planta emite substâncias que inibem a germinação e o crescimento de outras espécies.

|  RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA |
A lantana é uma espécie interessante para projetos de restauração ecológica.
Seus frutos servem de alimento para a avifauna e suas flores oferecem néctar para diversos polinizadores.
Floresce e frutifica na estação seca, época de escassez natural de água e alimentos.
É também uma excellente produtora de biomassa.
Além disso, é uma espécie interessante para prevenir erosão, servindo como fixadora de taludes.
Seu amplo sistema radicular serve para decompactar o solo e melhorar a capacidade de absorção de água do solo.
É classificada como espécie pioneira.
Seu status de conservação ainda não foi avaliado.

|  CONSERVAÇÃO |
Suas flores são uma excelente fonte de néctar para abelhas, borboletas e beija-flores.
Os frutos oferecem alimento para a avifauna.

|  POLINIZAÇÃO |
Insetos, abelhas, borboletas e beija-flores.

|  DISPERSÃO |
Zoocórica.

|  DISPERSORES |
Aves.

|  UTILIDADE I |
Trata-se de uma planta medicinal.

|  UTILIDADE II |
A espécie é apícola.

|  MADEIRA |
A parte lenhosa é utilizada como lenha.

 

 

 

 

 

 




PASSIFLORA EDULIS

 

 

 

 

 

 




PELTOPHORUM DUBIUM

A canafístula é uma linda árvore decídua a semidecídua, heliófila, com 10 a 20 m de altura e 35 a 90 cm de DAP, podendo atingir excepcionalmente 40 m de altura e 300 cm de DAP, na idade adulta.
É uma árvore com um florescimento fantástico.
Sua florada amarela abundante, faz com que a árvore se destaque na paisagem.
A canafístula produz inflorescências grandes, com até 30 cm de comprimento, terminais, do tipo espiga, carregadas de botões dourados que se abrem em flores amarelo-vivas, com até 2 cm de comprimento, da base em direção ao ápice.
A copa da canafístula é ampla, umbeliforme, largamente achatada-arredondada.

 

 

 

 

 




PERESKIA ACULEATA

A ora-pro-nobis é uma trepadeira ou arbusto lenhosos perenifólio de 3 a 5 metros de altura, cujos ramos chegam a medir 35 metros de comprimento.
No entanto estes ramos não costumam passar de 10 metros de comprimento quando cultivada. Esta espécie se apresenta como arbusto ereto, quando jovem, mas acaba se desenvolvendo como trepadeira, mantendo sua base ereta da qual se desenvolvem longos ramos escandentes.
Sua florada e folhagem são muito ornamentais, razão pela qual vem sendo muito utilizada em projetos paisagísticos.

 

 

 

 




PIPER ADUNCUM

A pimenta-de-macaco é um arbusto ou arvoreta, com caules perfilhados, cilíndricos e estriados, com entrenós de 5 a 12 cm de espaçamento.
Pode atingir uma altura de 1,5 a 8 m e DAP (diâmetro à altura do peito, medido a 1,30 m do solo) entre 2 a 8 cm.
Suas folhas possuem forma de lança, medindo de 12 a 20 cm de comprimento por 3 a 6 cm de largura, muito aromáticas.
As inflorescências surgem nas axilas das folhas em espigas pendentes de 8 a 9,5 cm de comprimento com centenas de pequeninas flores, de coloração verde-clara.

 


 




PSIDIUM CATTLEYANUM

O araçá-amarelo é uma bela árvore ou arbusto, perenifólia, com 2 a 8 metros de altura.
O tronco possui um diâmetro de 15 a 25 cm.
A copa é arredondada, irregular e rala, atingindo o dobro da altura da planta.
O tronco é tortuoso e acinzentado.
Uma vez por ano a casca se desprende, mostrando a casca interna que é esverdeada e passa a ter coloração alaranjada e por fim acinzentada.

 

 

 

 

 

 




PSIDIUM CATTLEYANUM VAR. PURPUREUM

O araçá-morango é um arbusto ou arvoreta perenifolia, a qual atinge uma altura de 5 a 11 metros de altura dentro de florestas e de 2 a 5 metros quando cultivada em espaço aberto.
O DAP chega a medir 15 a 25 cm.
Buscando por luz no alto de florestas, tende a se desenvolver com porte de árvore, enquanto se desenvolve como arbusto em espaços abertos.
Trata-se de uma planta muito ornamental, de linda florada branca e que produz deliciosos frutos vermelhos, de polpa suculenta.




PYROSTEGIA VENUSTA

A flor-de-são-joão é uma trepadeira semilenhosa de ramagem densa, a qual se destaca pela sua abundante floração em tons alaranjados ou amarelos.
Pode atingir até 10 metros de comprimento.
Trata-se de uma trepadeira muito ornamental, a qual se destaca por florescer no inverno.
Sua belíssima florada é muito apreciada em projetos paisagísticos no exterior, sendo principalmente utilizada para guarnecer muros, pérgolas, cercas, treliças, caramanchões e barrancos.
Ela representa uma excelente opção para trazer vida e cor a jardins e paisagens nos meses de seca, pois floresce abundantemente no inverno.

 

 

 




ROSENBERGIODENDRON LONGIFLORUM

 

 

ESTRELA-DO-NORTE  –  ROSENBERGIODENDRON LONGIFLORUM (RUIZ & PAV.) FAGERL. 



 

| DESCRIÇÃO |
A estrela-do-norte é uma planta arbustiva de 3 a 5 metros de altura, que também  pode ter o hábito de arvoreta ou liana, pois algumas vezes seus ramos se tornam escandentes (apoiam-se em outra planta).
Não passa de 2 a 3 metros de altura quando cultivada.
Espécie muito ornamental, devido às suas flores brancas e muito perfumadas em formato de estrela.
O tronco é de cor acinzentada e fissurado no sentido longitudinal, atingindo 6 a 18 cm de diâmetro.
A copa cilíndrica e densa, com extensa produção de flores e frutos.

| PAISAGISMO |
Espécie muito ornamental, que produz uma belíssima florada branca e frutos amarelos várias vezes ao ano.
Suas flores brancas em formato de estrela e seus frutos amarelos listrados lhe conferem uma aparência delicada e singular.
Costuma desenvolver porte arbustivo quando cultivada, podendo ser conduzida como arvoreta.
Suas belas flores exalam um perfume muito agradável.
Por esses motivos serve muito bem para projetos paisagísticos em jardins, casas de campo, paisagismo urbano e praças.
Pode ser cultivado como planta isolada ou como cerca-viva.
Aceita também o plantio em vasos.
Trata-se de uma espécie de crescimento moderado.

| REQUERIMENTOS |
A estrela-do-norte se desenvolve com todo esplendor em solos férteis, úmidos bem drenados a pleno sol.
No entanto deve ser considerada uma planta muito rústica e extremante adaptável a diversos tipos de clima e solo.
Tolera também o plantio na meia-sombra.
Aceita o plantio em todos os tipos de solos férteis, se desenvolvendo bem em solos arenosos, argilosos e latossolos.
Pode ser plantada a pleno sol.
Recomenda-se plantar no mínimo dois indivíduos para uma maior produção de frutos.
A estrela-do-norte floresce e frutifica várias vezes ao ano, com maior ênfase no verão.

| MANUTENÇÃO |
Requer moderada manutenção.
Basta adubar duas vezes por ano (antes e depois da frutificação principal)
Recubra o solo na área correspondente á copa mais um anel de cerca de 50cm de largura.
O material orgânico pode ser terra de compostagem, misturas á base de esterco, húmus de minhoca ou serrapilheira.
É uma espécie muito resistente a pragas e doenças.

| FRUTOS E SEMENTES |
Os frutos da estrela-do-norte são cilíndricos, com 6 a 10 cm de comprimento, costados, com casca glabra, amarelo escuros quando maduros, contendo polpa cremosa, de cor preta, envolvendo sementes castanhas e planas, com 3 a 4 mm de comprimento.
Existem variedades de frutos redondos e outras de frutos compridos.

| COMESTIBILIDADE |
Os frutos da estrela-do-norte são muito saborosos, possuindo sabor de amendoim torrado com chocolate amargo e são bem agradáveis para o consumo in natura.
Podem ser consumidos também na forma de sucos, geleias e doces.
A espécie faz muito sucesso no exterior, sendo chamada de “jam-fruit”.

| OCORRÊNCIA NATURAL |
Nativa da região norte do Brasil, ocorrendo também no norte e no centro-oeste, em áreas da Amazônia, Caatinga, Cerrado e Pantanal.
Ocorre em florestas ribeirinhas ao longo de cursos de rios em áreas de baixada e em florestas pantanosas de riachos.
Pode ser cultivada desde o nível do mar até 1.000 m de altitude.
A espécie resiste a geadas de até -2 °C e suporta períodos de seca de 4 a 6 meses.

| RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA |
A estrela-do-norte não pode faltar em projetos de restauração, pois deve ser considerada uma espécie-chave para o suprimento da fauna.
A planta é muito rústica, aceitando bem o plantio em solos pobres em nutrientes e a pleno sol.
Seus frutos suculentos alimentam a fauna no inverno, época de escassez natural de água e alimento.
Floresce e frutifica várias vezes por ano.
Começa a frutificar em 2 a 3 anos após o plantio da muda.
A espécie não foi avaliada quanto à categoria de ameaça.
Seu status de conservação ainda não foi avaliado (NE).

| POLINIZAÇÃO |
Pela dimensão alongada do tubo da flor da estrela-do-norte, provavelmente a polinização é realizada por mariposas especializadas, com probóscides longas o suficiente para polinizar a espécie.

| DISPERSÃO |
A dispersão de sementes da estrela-do-norte é zoocórica.

| DISPERSORES |
A dispersão provavelmente é realizada pela avifauna.

| NOMES COMUNS|
A espécie possui os seguintes nomes comuns: guazutibaim, gardênia-do-amazonas, estrela-do-norte, banana-de-polpa-preta.

 

 

 

 

 

 




SCHINUS TEREBINTHIFOLIA

 

 

PIMENTA-ROSA  –  SCHINUS TEREBINTHIFOLIA RADDI.



 

| PAISAGISMO |
A pimenta-rosa é um arbusto ou arvoreta perenifolia de 5 a 10 metros de altura, a qual pode atingir 15 metros ocasionalmente.
O DAP chega a medir 30 a 60 cm.
Trata-se de uma planta muito ornamental, de bela folhagem, flores brancas e frutos rosas-avermelhados, razão pela qual vem sendo bastante utilizada no paisagismo.
Pode ser utilizada como cerca-viva. Aceita o plantio em vasos, onde chega a atingir 3 metros de altura.
É uma planta de crescimento muito rápido.

| FRUTOS E SEMENTES |
Os frutos rosas de até 5 a 6 mm de tamanho são comestíveis e muito apreciados como condimento.
Possuem um sabor suavemente apimentado.
No entanto deve-se tomar cuidado ao consumí-la pela primeira vez, pois pode causar reações alérgicas em pessoas mais sensíveis, por conter substâncias tóxicas.

| REQUERIMENTOS |
O aroeira-rosa se desenvolve bem na meia-sombra ou a pleno sol.
Tolera todos os solos, inclusive os pobres e ácidos, mas se desenvolve melhor a pleno sol em em solos úmidos bem drenados.
O requerimento em termos de água é alto.

| MANUTENÇÃO |
É uma espécie que requer pouca manutenção.
Basta adubar 2 vezes por ano com material orgânico.
Recubra  o solo na área correspondente à copa mais um anel de cerca de 50cm de largura.
O material orgânico pode ser terra de compostagem, misturas á base de esterco, húmus de minhoca ou serrapilheira.
Aproveite a manutenção para descompactar o solo superficial para facilitar a absorçao de água pelo solo.
A aroeira-rosa aceita poda.

| OCORRÊNCIA NATURAL |
A espécie ocorre naturalmente em diversos tipos de vegetação.
Pode ser encontrada desde o nível do mar até 2.000 metros de altitude.
Tolera geadas até – 6°C.
Tolera bem inundações temporárias.

| RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA |
Não deve faltar em projetos de restauração ecológica, já que deve ser considerada uma espécie-chave para o suprimento da fauna e de polinizadores.
Floresce e frutifica abundantemente.
A frutificação ocorre também na estação seca, sendo portanto uma espécie importante nessa época de escassez natural de alimento.
Trata-se de uma espécie dióica, portanto é necessário plantar vários exemplares com uma certa proximidade para garantir a sua reproduçaõ.
É considerada invasiva em alguns países devido à sua alta resilência a condições ambientais adversas e sua grande atratividade para a fauna.
Tende a formar maciços.
A planta funciona como inseticida natural.
É classificada como pioneira ou secundária inicial.
Seu status de conservação ainda não foi avaliado (NE).

| CONSERVAÇÃO |
Suas flores são importantes para insetos polinizadores, como abelhas, besouros, vespas, mariposas e moscas.
Os frutos ofereçem alimento para bugios-marrons, saguís-de-cara-branca, lobinhos-do-mato, mãos-peladas, quatis, morcegos e diversas espécies de aves, entre elas tucanos-de-bico-verde, tucanos de bico preto, araçaris e jacus.

 



–  ANIMAIS QUE SE ALIMENTAM DE PIMENTA-ROSA  –
SAGUIS-DE-CARA-BRANCA | BUGIOS-MARRONS | MÃOS-PELADAS | QUATIS | TUCANOS-VERDES


 

| POLINIZAÇÃO |
Insetos como abelhas, besouros, vespas, mariposas e moscas.

| DISPERSÃO |
Zoocórica.

| DISPERSORES|
Bugios-marrons, saguís-de-cara-branca, lobinhos-do-mato, mãos-peladas, quatis, morcegos e diversas espécies de aves, entre elas tucanos-de-bico-verde, tucanos de bico preto, araçaris e jacus.

| UTILIDADE
Trata-se de uma planta medicinal muito utilizada tanto no Brasil como no exterior. Todas as partes da planta possuem alguma utilidade medicinal.

| UTILIDADE II |
É uma planta apícola.

| UTILIDADE |
Tanto o óleo extraído dos frutos, como também o bálsamo extraído do tronco, podem ser utilizados como insecticida natural.

| MADEIRA |
Sua madeira moderadamente pesada possui alta durabilidade e excelentes qualidades mecânicas, razão pela qual é muito utilizada para a produção de móveis.
Além disso é utilizada na construção civil e para a produção de moirões e palanques.
Pode também ser utilizada como lenha e carvão.

| NOMES |
É também chamada de fruto-de-tiê ou aroeira-pimenteira.

 

 

 

 

 

 




SENNA ALATA

O fedegoso-gigante pode ter a forma de árvore, arvoreta, arbusto ou subarbusto.
A espécie é perene ou decídua, com galhos horizontais, atingindo de 3 a 6 metros de altura.
Possui uma floração amarela muito vistosa, em cachos, lembrando espigas eretas.
O fedegoso-gigante é muito ornamental, porém ainda é pouco utilizado no paisagismo e jardinagem no Brasil.
Pode ser utilizado como arbusto isolado, para a formação de cercas-vivas ou para formar grupos densos nas áreas mais baixas do terreno.
As plantas podem florescer e produzir frutos durante todo o ano.
Trata-se de uma planta de crescimento rápido.

 

 

 




SENNA MACRANTHERA

 

 

MANDUIRANA  –  SENNA MACRANTHERA (DC. EX COLLAD.) H.S.IRWIN & BARNEBY

| PAISAGISMO |
A manduirana é uma belíssima árvore ou arbusto, semidecídua ou decídua durante o inverno, heliófita, atingindo 5 a 7 m de altura com copa baixa e globosa, apresentando tronco cilíndrico de 20 a 30 cm de diâmetro, revestido por casca acinzentada com ritidoma pouco estriado.
A árvore pode ser cultivada por sua magnífica floração outonal, muito vistosa, em cachos ou bolas, de coloração amarelo-ouro.
Por seu porte médio pode ser aproveitada em ruas estreitas, sob redes elétricas.
Deve-se tomar cuidado com o seu posicionamento, pois os seus galhos quebram fácil com ventos fortes.
Possui crescimento rápido.

| REQUERIMENTOS |
Pode ser plantada a pleno sol ou na meia-sombra (bosques com árvores grandes bem espaçadas).
Tolera quase todos os solos, mas se desenvolve com todo esplendor em solos férteis ricos em matéria orgânica.

| MANUTENÇÃO |
Requer moderada manutenção.
Basta adubar com material orgânico duas vezes por ano.
Recubra o solo na área correspondente á área da copa mais um anel de cerca de 50 cm de largura.
O material orgânico pode ser terra de compostagem, misturas á base dep esterco, húmus de minhoca ou serrapilheira.
Somente a retirada das folhas caídas dá um pouco de trabalho.

| FRUTOS E SEMENTES |
O fruto é uma vagem cilíndrica esverdeada, deiscente (que se abre numa lateral), medindo 15 a 35 cm de comprimento por 1 a 1,6 cm de diâmetro, com arilo esverdeados nas cavidades internas e cada uma com uma semente pequena achatada.
As sementes são arredondadas, duras, brilhantes e com coloração marrom-clara, com 0,5 cm.

| COMESTIBILIDADE |
Os frutos são comestíveis, devem ser colhidos para consumo ainda verdes quando estiverem bem macios e com a polpa bem liquida.
Basta dar uma leve pressionada e a casca se rompe deixando sair uma polpa sucosa, verde, de sabor que lembra uma limonada bem doce.

| OCORRÊNCIA NATURAL |
Ocorre naturalmente em uma ampla variedade de habitats, desde florestas de áreas úmidas até semiáridas em diferentes faixas de altitude.
Espécie muito frequente em formações secundárias de regiões de altitude e rara no interior da floresta primária densa.
Ocorre na Caatinga, Cerrado (cerradão, floresta ciliar), Mata Atlântica (floresta estacional, floresta ombrófila).
Pode ser plantada numa altitude de 200 a 800m.
Tolera geadas até -3°C.

| RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA |
A manduirana não deve faltar em projetos de restauração ecológica, pois é uma excelente produtora de biomassa devido ao seu crescimento rápido, a florada abundante e por ser decídua ou semi-decídua, fornecendo grandes quantias de flores, folhas e “galhos”.
Além disso, é uma espécie que faz aliança com microorganismos produtores de nitrogênio, contribuindo para a regeneração do solo.
É classificada como pioneira.
A espécie não foi avaliada quanto ao seu status de conservação (NE).

| CONSERVAÇÃO |
As flores produzidas durante o outono fornecem alimento para insetos e aves durante o inverno.
Os frutos amadurecem no inverno e servem como alimento para as aves.

| POLINIZAÇÃO |
Insetos: mamangavas (Xylocopa frontalis); abelhas arapuá (Trigona spinipes)

| DISPERSÃO |
Autocórica, Barocórica, Zoocórica

| UTILIDADE I |
Possui uso medicinal.

| MADEIRA |
Madeira leve, macia e de baixa durabilidade.
A madeira é empregada em construções rústicas, em caráter provisório, e em confecção de caixotes, brinquedos e esculturas.

| NOMES COMUNS|
A espécie possui os seguintes nomes comuns: manduí, canudo-de-pito-arbóreo, fava-do-mato, fedegoso-do-mato, mamangá, manduirana, pau-fava e tararaçu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 




STACHYTARPHETA CAYENNENSIS

 

 

GERVÃO  –  STACHYTARPHETA CAYENNENSIS (RICH.) VAHL



 

|  PAISAGISMO |
O gervão é uma herbácea ou subarbusto perenifolio de 40 a 80 cm de altura,
Sob condições favoráveis pode alcançar 1,5 m de altura.
Trata-se de uma herbácea muito ornamental, de belas e delicadas inflorescências azul-aroxeadas em forma de espiga, cujas flores vão abrindo sucessivamente.
As flores atraem abelhas, borboletas e beija-flores.
Por esta razão vem sendo amplamente utilizada nos borboletários no mundo todo e em projetos paisagísticos e jardins.
Seu caule e ramos podem se tornar aroxeados e parcialmente lenhosos.
Apesar de ser utilizada como ornamental, seu plantio se deve principalmente pelas suas amplas e comprovadas propriedades medicinais.
Possui grande resiliência a condições ambientais adversas, sendo muitas vezes encontrada em terrenos baldios, beiras de estradas e pastagens.

|  FRUTOS E SEMENTES |
Suas pequenas sementes medem 4 – 6 mm de comprimento.

|  COMESTIBILIDADE |
Suas delicadas flores são comestíveis e possuem um suave sabor adocicado.
São uma excelente opção para decorar pratos, sendo utilizadas em saladas e como acompanhamento de carnes.

|  REQUERIMENTOS |
O gervão prefere solos férteis, arenosos e bem drenados e um posicionamento a pleno sol.
Tolera o plantio na meia-sombra.
É uma planta pouco exigente, de fácil cultivo.

|  MANUTENÇÃO |
É uma planta de fácil cultivo, que requer baixa manutenção.
É recomendável adubar com material orgânico duas vezes por ano.
Distribua 2 cm de material orgânico no solo na área correspondente á copa.
O material orgânico pode ser terra de compostagem, misturas á base de esterco, húmus de minhoca ou serrapilheira.

|  OCORRÊNCIA NATURAL |
Trata-se de uma planta altamente adaptável.
Ocorre naturalmente em terrenos baldios, na beira de estradas, florestas, cerrado e pastagens.
Pode ser encontrada em todos os biomas quase no Brasil todo, desde o nível do mar até 1.500 m de altitude.
Não tolera geadas.

|  RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA |
O gervão deve ser considerado uma espécie-chave para projetos de restauração ecológica, sendo uma ótima opção para o recobrimento do solo no começo dos plantios.
Suas flores oferecem valioso alimento para polinizadores.
Floresce e frutifica praticamente o ano todo, contanto que haja umidade suficiente no solo, sendo indispensáveis par um suprimento contínuo de polinizadores.
Devem ser consideradas boas produtoras de biomassa e representam uma opção interessante para misturas de adubagem verde.
Possui raíz pivotante, a qual facilita uma penetração profunda da água no solo.
É considerada uma espécie invasiva em alguns paízes.
Trata-se de uma espécie pioneira.
Seu status de conservação ainda não foi avaliado (NE).

|  CONSERVAÇÃO |
Suas flores oferecem néctar para abelhas, borboletas e beija-flores.

|  POLINIZAÇÃO |
Abelhas, borboletas e beija-flores.

|  UTILIDADE I |
Trata-se de uma planta medicinal com múltiplos usos medicinais e atividades farmacêuticas comprovadas.
Não deve faltar em jardins medicinais.

|  UTILIDADE II |
A espécie é apícola.

 

 

 

 

 

 

 




STERCULIA STRIATA

O chichá-de-cerrado é uma linda árvore decídua de até 14 m de altura e 40 a 50 cm de DAP.
Trata-se de uma árvore de visual muito ornamental, de frutos alaranjados de visual único, lindas folhas largas e raízes tabulares.
É uma árvore de crescimento rápido.

 

 

 




TABEBUIA ROSEOALBA

 

IPÊ-BRANCO
TABEBUIA ROSEOALBA (RIDL.) SANDWITH



|  PAISAGISMO |
O ipê-branco é uma árvore decídua de 7 a 20 m de altura.
O DAP chega a medir 30 a  50 cm.
Trata-se de uma árvore muito ornamental de florada branca ou rosada exuberante e folhagem verde-azulada.
É muito utilizada para a arborização urbanade ruas, casas de campo e jardins espaçosos.
Sua florada ocorre no inverno, justamente quando a árvore perde suas folhas, destacando ainda mais todo o esplendor das suas flores
Pode florescer mais de uma vez por ano.
É de grande importância para o suprimento da fauna por florir na estação seca, época de escassez natural de alimento e água.
Por esta razão o ipê-branco representa uma excelente opção para atrair a avifauna, inclusive beija-flores.
É uma planta de crescimento rápido.

FRUTOS E SEMENTES |
Suas sementes medem de 1 a 2 cm.

REQUERIMENTOS |
O ipê-branco deve ser plantado a sol pleno.
Tolera todos os solos, inclusive os pedregosos.
No entanto se desenvolve melhor em solos férteis e úmidos, contendo muita matéria orgânica.

MANUTENÇÃO |
É uma planta de fácil cultivo. que requer moderada manutenção.
Dá um pouco de trabalho em áreas urbanas, onde flores e folhas caídas precisam ser retiradas.
É recomendável adubar com material orgânico duas vezes por ano.
Recubra o solo com 2 cm do material orgânico na área correspondente á copa mais um anel de cerca de 50 cm de largura .
O material orgânico pode ser terra de compostagem, misturas á base de esterco, húmus de minhoca ou serrapilheira. Em áreas onde a deposição de material não é possível, utilize adubo líquido.

OCORRÊNCIA NATURAL |
Ocorre naturalmente em florestas estacionais deciduais e áreas abertas de cerrado.
Prefere solos bem drenados.

RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA |
O ipê-branco não deve faltar em projetos de restauração ecológica.
Trata-se uma espécie-chave para o suprimento da fauna.
Suas flores oferecem néctar para polinizadores e alimento para a fauna.
Floresce na estação seca, época de escassez natural de água e alimentos.
É também uma excelente produtora de biomassa, por ser uma espécie decídua e produzir florada abundante.
É classificada como espécie secundária tardia.
Seu status de conservação  ainda não foi avaliado (NE).

CONSERVAÇÃO |
Suas flores oferecem alimento para abelhas, beija-flores e diversas espécies de aves.

POLINIZAÇÃO |
nsetos, abelhas e beija-flores.

DISPERSÃO |
Anemocórica.

UTILIDADE II |
A espécie é apícola.

MADEIRA |
Sua madeira moderadamente pesada é primariamente utilizada para a  construção vivil e acabamentos internos.

NOMES |
É também chamado de pau-d´arco.

 

 

 

 

 




TURNERA SUBULATA

 

 

FLOR-DO-GUARUJÁ
TURNERA SUBULATA SM.



 

|  PAISAGISMO |
A flor-do-guarujá é uma planta herbácea de 30 a 50 cm de altura.
Pode ser considerada um subarbusto, pois os seus ramos acabam desenvolvendo partes lenhosas.
Sua bela florada branca-amarelada ou amarela é muito ornamental, razão pela qual ela vem sendo muito utilizada no paisagimo.
Floresce no decorrer do ano todo.
É uma planta muito resilente a condições ambientais adversas, tolerando solos pobres, secas, vento e plantio a pleno sol.
Devido ao seu fácil cultivo, ela é muito utilizada em forma de maciços, ao longo de caminhos ou muros, ao redor de palmeiras e em vasos.
Necessita de pouca manutenção, o que a torna ideal para projetos de condomínios, empresas e espaços públicos.

|  COMESTIBILIDADE |
Suas flores são comestíveis.
Das suas folhas pode ser feito chá.
Suas folhas secas trituradas são utilizadas como condimento.
A flor-do-guarujá é considerada PANC (Planta alimentícia não convencional).

|  REQUERIMENTOS |
Deve ser plantada a pleno sol.
Tolera todos os solos, mas se desenvolve melhor em solos arenosos fértéis de boa drenagem.

|  MANUTENÇÃO |
É uma planta de fácil cultivo. que requer baixa manutenção.
É recomendável adubar com material orgânico duas vezes por ano.
Distribua 2 cm de material orgânico no solo na área correspondente á copa.
O material orgânico pode ser terra de compostagem, misturas á base de esterco, húmus de minhoca ou serrapilheira.

|  OCORRÊNCIA NATURAL |
Ocorre naturalmente em quase todo o território brasileiro, preferencialmente em áreas litorâneas e restingas.
É uma planta muito comum no nordeste, inclusive sendo a planta símbolo da cidade de Natal.
Não tolera geadas, mas se adapta bem em locais de muito vento e muito sol.

|  RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA |
A flor-do-guarujá é uma espécie muito interessante para a restauração ecológica, pois floresce e frutifica o ano todo, fornecendo alimento para polinizadores e aves.
Seu sistema radicular é ideal para descompactar o solo e melhorar a sua capacidade de absorção de água.
Além disso deve ser considerada uma excellente fornecedora de biomassa, produzindo flores e frutos continuamente.
Trata-se uma espécie pioneira.

|  CONSERVAÇÃO |
Suas flores ofereçem alimento para abelhas e borboletas.
Seus frutos são muito procurados por aves.

|  POLINIZAÇÃO |
Abelhas e borboletas.

|  DISPERSÃO |
Zoocórica.

|  DISPERSORES |
Aves.

|  UTILIDADE I |
É considerada uma planta medicinal.

|  UTILIDADE II |
A espécie é apícola.

 

 

 

 




ZANTHOXYLUM RHOIFOLIUM

A tinguaciba é uma árvore semi-decídua de 8 a 13 metros de altura, com diâmetro de até 40 cm.