ACROCOMIA ACULEATA

A macaúba é uma bela palmeira de 10 a 15 metros de altura.
Trata-se de uma palmeira muito ornamental e extremamente resistente à condições ambientais adversas, tolerando secas e fogo. Seu visual remete a coqueiros, mas a planta toda é coberta por espinhos pretos, razão pela qual também é chamada de coco-de-espinho.
A macaúba ocorre em todos os estados brasileiros, mas pode ser encontrada com maior frequência no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Ocorre naturalmente em florestas ciliares no fundo de vales e baixadas, sendo tolerante a inundações temporárias. No emtamto não tolera solos permanentemente encharcados.
Produz grandes frutos globosos, que medem de 3 a 5 centímetros e contém uma amêndoa. O fruto se destaca por possuir muita polpa. A polpa saborosa dos frutos e as amêndoas contidas no coquinho são comestíveis.
Essa palmeira não deve faltar em projetos de restauração ecológica, já que se trata de uma espécie-chave para a alimentação da fauna. Seus frutos grandes são altamente nutritivos e servem de alimento para uma grande diversidade de animais. Muitos animais de grande porte, como antas, catetos, emas, pacas , lobinhos-do-mato e macacos-prego se alimentam dos seus frutos. Além disso, suas flores oferecem néctar para polinizadores.
Se desenvolve bem na meia-sombra ou em pleno sol.
Tolera todos os solos, mas se desenvolve melhor a pleno sol em solos férteis e úmidos bem drenados, contendo muita matéria orgânica.
Deve ser considerada uma palmeira de crescimento lento.
É classificada como pioneira ou secundária inicial.
A espécie não foi avaliada quanto ao seu status de conservação (NE).




ANACARDIUM OCCIDENTALE

O cajueiro é um arbusto ou  árvore perenifolia, que chega a medir 10 metros de altura.
Seu porte e a folhagem são ornamentais.
A copa larga em formato de guarda-sol ofereçe excelente sombra densa.
A arquitetura tortuosa de galhos e tronco fazem do cajueiro uma opção interessante para o paisagismo.
A ramificação normalmemnte ocorre a uma altura de 1 – 1,5 metros do solo.
As flores exalam um perfume agradável.
É uma árvore de crescimento lento.

 

 

 

 

 

 

 

 




BACTRIS SETOSA

 

 

 

 

 




CALOPHYLLUM BRASILIENSE

GUANANDI  –  CALOPHYLLUM BRASILIENSE CAMBESS.



 

| PAISAGISMO |
O guanandi é uma árvore perenifolia de até 30 metros de altura.
É de fácil cultivo devido a sua alta resiliência a condições ambientais adversas, aceitando todos os tipos de solo.
Trata-se de uma árvore muito ornamental, de tronco ereto, folhagem brilhante e belas flores que exalam uma fragrância agradável.
Possui crescimento  moderado a rápido.

| FRUTOS E SEMENTES | 
O fruto de até 35mm de diâmetro é considerado PANC no Brasil, mas existem estudos que classificam o fruto como tóxico!

| REQUERIMENTOS |
O guanandi aceita todos os tipos de solo, mas se desenvolve melhor em solos férteis e úmidos, podendo ser posicionado na meia sombra ou a pleno sol.
Tolera o plantio em solos arenosos, argilosos e pedregosos.
O requerimento em termos de água é alto.

| MANUTENÇÃO |
Requer pouca manutenção.
Basta adubar com material orgânico duas vezes por ano.
Recubra o solo na área correspondente á copa mais um anel de cerca de 50cm de largura.
O material orgânico pode ser terra de compostagem, misturas á base de esterco, húmus de minhoca ou serrapilheira.

 | OCORRÊNCIA NATURAL |
Ocorre principalmente em áreas brejosas, no fundo de vales ao longo de rios e riachos e na proximidade de nascentes.
No entanto deve ser considerada uma espécie muito resiliente, que tolera praticamente todos os solos, tanto os pobres como os férteis.
Tolera um plantio em solos secos, úmidos e enxarcados.
Pode ser encontrado desde o nível do mar até 1500 m de altitude.
Tolera secas, ventos fortes, salinidade e condições costeiras.
Tolera geadas até -3°C.

| RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA  |
Trata-se de uma espécie interessante para a restauração ecológica, pois as suas flores nutrem polinizadores e os frutos servem de alimento para diversas espécies animais.
É classificada como secundária tardia.

| CONSERVAÇÃO |
Suas flores servem como fonte de alimento para abelhas e insetos em geral.
Os frutos servem de alimento para a fauna, especialmente para primatas, ungulados, aves grandes e morcegos. Neste contexto se destacam os bugios marrons, macacos-prego, taiaçus, jacus e morcegos-de-cara-branca.

 



–  ANIMAIS QUE SE ALIMENTAM DOS FRUTOS DO GUANANDI  –
BUGIOS-MARRONS | JACUPEMBA | TAIAÇUS | MORCEGOS-DE-CARA-BRANCA | MACACOS-PREGO


 

| POLINIZAÇÃO |
Abelhas e insetos.

| DISPERSÃO |
Zoocórica.

| DISPERSÃO |
Bugios marrons, macacos-prego, jacus e morcegos-de-cara-branca.
Taiaçus devem ser considerados predadores de sementes por mastigarem ou despedaçarem as sementes mastigando ou mordendo.

| UTILIDADE I
Trata-se de uma planta medicinal.

| UTILIDADE II |
A espécie é apícola.

| UTILIDADE III
Pode ser utilizada para sombreamento de café ou cacau.

| MADEIRA |
O guanandi é bastante cultivada pelo valor de sua madeira.
A madeira é considerada parecida com  o mogno e possui grande aceitação no mercado nacional e internacional.
É classificado como madeira-de-lei.
Sua madeira leve ( 0,57 g/cm³)  é utilizada na construção interna e externa, e na construção naval, para a produção de móveis, assoalhos,  barris de vinho, e cabos de ferramenta.
É uma das madeiras mais utilizadas nas Americas tropicais.

 

 

 

 

 


 

 

 




CAMPOMANESIA GUAVIROBA

 

 

 

 




CAMPOMANESIA XANTHOCARPA

 

 

 

 

 




CECROPIA GLAZOVII

A embaúba-marrom é uma árvore perenifólia de 8 a 16 metros.
O DAP chega a medir 20 a 30 cm.
Trata-se de uma árvore muito ornamental, de folhagem grande, que se destaca na paisagem.
São árvores de tronco esguio e poucos galhos, cujas folhas crescem primariamente nas extremidades dos galhos.
Pode ser considerada uma bela opção para o paisagismo, pois além da beleza, a embaúba-marrom oferece alimento e abrigo para a fauna.
É uma espécie de crescimento rápido.

 

 

 

 




CECROPIA HOLOLEUCA

A embaúba-prateada é uma árvore perenifolia de 6 a 12 metros de altura.
O DAP chega a medir 20 a 30 cm.
Trata-se de uma ávore muito ornamental, de folhagem grande, que se destaca na paisagem pela cor prateada de suas folhas.
É uma árvore de crescimento rápido.

 

 

 

 




CECROPIA PACHYSTACHYA

 

 




CITHAREXYLUM MYRIANTHUM

 

 

 

 

 




COPAIFERA LANGSDORFFII

 

 

 

 

 




DIPTERYX ALATA

O barú é uma árvore semi-decídua ou perenifolia de 15 a 25 metros de altura.
Não costuma passar de 12 m de altura quando cultivada.
O DAP chega a medir 40 a 70 cm.
Trata-se de uma árvore ornamental de copa densa, a qual ofereçe excelente sombra.
Na época da frutificação os seus frutos lhe conferem um visual singular.
É uma árvore de crescimento moderado.

 

 

 




EUGENIA INVOLUCRATA

 

 




EUGENIA UNIFLORA

A pitanga é uma arvoreta ou um arbusto perenifólio, de 5 a 12 metros de altura.
O DAP chega a medir 30 a 50 cm.
Trata-se de uma planta muito ornamental, de bela florada branca, lindos frutos coloridos e folhagem verde-avermelhada.
Existem várias variedades, com frutos amarelos, laranjas, vermelhos e pretos.
É amplamente utilizada em projetos paisagísticos no Brasil e no exterior.
É uma planta pouco exigente e de fácil cultivo.
A velocidade de crescimento é rápida.

 

 




FICUS ENORMIS

 

 

 




GARCINIA GARDNERIANA

O bacupari é uma bela árvore ou arbusto perenifólio com 5 a 15 metros de altura e tronco com diâmetro de 10 a 20 cm.
Produz deliciosos frutos de polpa doce e suculenta.
A copa é ampla, densa e piramidal a globosa.
O tronco é reto, raramente apresentando fuste, com casca cinzenta e rugosa.
A árvore possui um belo efeito ornamental, principalmente por sua copa piramidal, com seus frutos amarelos vivos contrastando com a folhagem verde-escura.
Pode ser usada para sombrear alamedas, avenidas e ruas, e na arborização de parques e jardins.
A espécie é frequentemente cultivada em pomares domésticos.
O bacuparí é uma planta de crescimento lento.




GUAZUMA ULMIFOLIA

 

 

 




HYMENAEA COURBARIL

 

 

 

 

 

 

 




INGA EDULIS

O ingá-cipó é uma árvore perenifólia de 5 a 25 de altura.
O DAP chega a medir 60 cm.
Trata-se de uma árvore ornamental, de tronco sinuoso e flores delicadas, as quais parecem pompons brancos.
Seus frutos são vagens compridas, as quais lhe conferem um visual diferenciado.
Pode ser considerada uma bela opção para o paisagismo, inclusive por sua florada abundante oferecer alimento para polinizadores como abelhas, borboletas e beija-flores.

 

 




INGA LAURINA

 

INGÁ-BRANCO  –  INGA LAURINA (SW) WILLD.



 

|  PAISAGISMO |
O ingá-cipó é uma árvore perenifolia de 10 a 20 de altura.
O DAP chega a medir 50 a 70cm.
Trata-se de uma ávore ornamental, muitas vezes de tronco multistem e flores brancas delicadas, as quais parecem espigas-pompons.
Seus frutos são vagens compridas, as quais lhe conferem um visual diferenciado.
Pode ser considerada uma bela opção para o paisagismo, inclusive por sua florada abundante ser muito atrativa para borboletas e beija-flores.

|  FRUTOS E SEMENTES |
Os frutos, medem 50 a 200mm e são comestíveis.
Sua polpa gelationosa é muito indicada para consumo in natura, principalmente após terem sido colocadas na geladeira por um tempo.

|  REQUERIMENTOS |
O ingá-cipó tolera todos os tipos de solo e um plantio na meia-sombra ou a pleno sol.
No entanto se desenvolve melhor num solo fértil e úmido a pleno sol. É uma planta de fácil cultivo.

|  MANUTENÇÃO |
Requer pouca manutenção.
Basta adubar com material orgânico duas vezes por ano.
Recubra o solo na área correspondente á copa mais um anel de cerca de 50 cm de largura.
O material orgânico pode ser terra de compostagem, misturas á base de esterco, húmus de minhoca ou serrapilheira. O ingá-cipó aceita poda.

|  OCORRÊNCIA NATURAL |
A espécie se adapta a qualquer altitude. Resiste a geadas até -3°C.

|  RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA |
Trata-se de uma espécie-chave para a restauração ecológica, pois as suas flores nutrem polinizadores e os frutos servem de alimento para diversas espécies animais.
É uma espécie que faz aliança com microorganismos produtores de nitrogênio, substância indispensável para o crescimento saudável de plantas e a regeneração de solos degradados.
E o importante é que florescem e frutificam praticamente o ano todo, oferecendo alimento e água para polinizadores e dispersores de sementes.
Assim como todos os ingás, o ingá-branco deve ser considerado uma espécie-chave para o suprimento de animais, inclusive de animais de grande porte.
É classificada como secundária inicial.
Seu status de conservação é avaliado como pouco preocupante (LC).

|  CONSERVAÇÃO |
Suas flores são uma excelente fonte de néctar para abelhas, aves e mariposas.
Os frutos oferecem alimento para muriquis-do-sul, macacos-prego-amarelos, macaco-prego-galego, quatis, tucanos e diversos tipos de aves.

 



–  ANIMAIS QUE SE ALIMENTAM DE INGÁS-BRANCOS  –
MACACOS-PREGO-DE-PEITO-AMARELO | TUCANUÇUS | QUATIS | MURIQUIS-DO-SUL


 

|  POLLINIZAÇÃO |
Insetos, abelhas, aves e mariposas.

|  DISPERSÃO |
Zoocórica

|  DISPERSORES |
Muriquis-do-sul, macacos-prego-amarelos, macaco-prego-galego, quatis, tucanos e diversos tipos de aves.

|  UTILIDADE |
Trata-se de uma espécie apícola.

|  MADEIRA |
Sua madeira moderadamente pesada (0,62 – 0,71 g/cm³) é utilizada para produção de móveis, construção interna, produção de cabos e embalagens e para a produção de carvão.
O ingá-cipó é também utilizado como planta sombreadora e fixadora de nitrogênio para plantações de café e cacau.

 

 

 

 




JOANNESIA PRINCEPS

 

 

FRUTO-DE-ARARA  –  JOANNESIA PRINCEPS VELL.


| PAISAGISMO |
O fruto-de-arara é uma bela árvore semi-decídua com 6 a 23 m de altura.
Seu tronco ereto chega a medir 40 – 60 cm de diâmetro.
Sua floração é muito ornamental, com flores belíssimas.
A copa é cilíndrica ou alongada e densa.
O tronco de cor cinzenta e fissurado.
Trata-se de uma espécie interessante para o paisagismo, mas é necessário cautela com o plantio em áreas urbanas, pois seus frutos são muito grandes e pesados.
É uma planta de crescimento rápido

| REQUERIMENTOS |
Tolera todos os solos, contanto que sejem secos ou úmidos bem drenados.
Pode ser plantado no sol ou na meia-sombra.
Não tolera solos enxarcados.

| MANUTENÇÃO |
É uma planta que requer moderada manutenção.
Basta adubar com material orgânico duas vezes por ano.
É recomendável recobrir o solo com 2 cm do material orgânico na área correspondente á copa mais um anel de cerca de 50 cm de largura .
O material orgânico pode ser terra de compostagem, misturas á base de esterco, húmus de minhoca ou serrapilheira.
Dá um pouco de trabalho na hora da frutificação.

| FRUTOS E SEMENTES |
O fruto grande é deiscente, de formato oval, com 6-11 cm de diâmetro.
Possui 2 a 3 sementes, com cerca de 4 × 2,5 cm..
As sementes possuem 37% de óleo.
É uma espécie de frutificação abundante.
Inicia a frutificação 4 a 5 anos após o plantio.

| COMESTIBILIDADE |
As sementes podem ser consumidas como castanhas após torradas.
O arilo oleaginoso que recobre parte das sementes pode ser consumido, apesar de ter um final amargo.

| OCORRÊNCIA NATURAL |
O fruto-de-arara ocorre naturalmente na Mata Atlântica e na Caatinga.
Ocorre predominantemente em áreas com solos bem drenados.
Nas áreas ciliares ocorre somente em locais ausentes de inundações constantes,  podendo ser encontrada primariamente em solos argilosos.
A espécie é resistente a períodos de seca.
Tolera inundações periódicas.

| RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA |
Por produzir grande quantidade de frutos que servem de alimento para a fauna, esta árvore não deve faltar em projetos de restauração ambiental.
A espécie é dióica, sendo necessário plantar um mínimo de 4 mudas com uma certa proximidade para garantir que a planta possa se reproduzir.
Com 4 a 6 mudas, é relativamente alta a probabilidade de que haverá plantas femininas e masculinas dentro do ecossistema.
É classificada como pioneira a secundária inicial.
A espécie não foi avaliada quanto ao seu status de conservação (NE).

| CONSERVAÇÃO |
Trata-se de uma espécie importante para polinizadores.
Os frutos servem como alimento para pacas (Cuniculus paca(, cutias-marrons (Dasyprocta azarae), cutias-de-crista (Dasyprocta leporina), macacos-prego (Sapajus nigritus),  caxinguêles (Sciurus ingrami) e aves como araras.

 


–  ANIMAIS QUE SE ALIMENTAM DE FRUTOS-DE-ARARA  –
MACACOS-PREGO | CAXINGUÊLES | CUTIAS | PACAS


 

| POLINIZAÇÃO |
O fruto-de-arara é polinizado por abelhas e vários pequenos insetos.

| DISPERSÃO |
Zoocórica (animais) e Barocórica (gravidade).

| DISPERSORES |
As sementes  são dispersas por roedores como pacas (Cuniculus paca), cutias-marrons (Dasyprocta azarae), cutias-de-crista (Dasyprocta leporina), macacos-prego (Sapajus nigritus), caxinguêles (Sciurus ingrami) e aves com araras.

| UTILIDADE I |t
Trata-se de uma planta medicinal.

| UTILIDADE II |
As sementes fornecem óleo para fins industriais e iluminação, fabricação de tintas, azeite e sabão.

| MADEIRA |
Seu tronco exsuda llátex vermelho quando ferido.
Sua madeira leve e porosa é utilizada em marcenaria, caixotaria leve, obras internas, artefatos de madeira, brinquedos, tamancos, forros, canoas, jangadas, peças navais, miolo de painéis e portas, palitos de fósforos de excelente qualidade.

| NOMES COMUNS|
Seus nomes comuns são boleira, andá, andá-açu, bagona, cotieira, fruta-de-arara, dandá e fruta-de-cotia.

 

 

 

 

 




LECYTHIS PISONIS

Trata-se de uma árvore decídua de porte e florada muito ornamentais, de 20 a 40 metros de altura.
O DAP chega a medir 50 a 90 cm.
Oferece um visual espetacular na época em que as folhas começam a brotar, pois estas são rosas inicialmente, formando uma copa completamente rosa.
Também a sua florada branca-arroxeada é de grande beleza, fazendo da sapucaia uma excelente opção para projetos de paisagismo.
É uma árvore de crescimento moderado.

 

 

 

 




PSIDIUM CATTLEYANUM VAR. PURPUREUM

O araçá-morango é um arbusto ou arvoreta perenifolia, a qual atinge uma altura de 5 a 11 metros de altura dentro de florestas e de 2 a 5 metros quando cultivada em espaço aberto.
O DAP chega a medir 15 a 25 cm.
Buscando por luz no alto de florestas, tende a se desenvolver com porte de árvore, enquanto se desenvolve como arbusto em espaços abertos.
Trata-se de uma planta muito ornamental, de linda florada branca e que produz deliciosos frutos vermelhos, de polpa suculenta.




SCHINUS TEREBINTHIFOLIA

 

 

PIMENTA-ROSA  –  SCHINUS TEREBINTHIFOLIA RADDI.



 

| PAISAGISMO |
A pimenta-rosa é um arbusto ou arvoreta perenifolia de 5 a 10 metros de altura, a qual pode atingir 15 metros ocasionalmente.
O DAP chega a medir 30 a 60 cm.
Trata-se de uma planta muito ornamental, de bela folhagem, flores brancas e frutos rosas-avermelhados, razão pela qual vem sendo bastante utilizada no paisagismo.
Pode ser utilizada como cerca-viva. Aceita o plantio em vasos, onde chega a atingir 3 metros de altura.
É uma planta de crescimento muito rápido.

| FRUTOS E SEMENTES |
Os frutos rosas de até 5 a 6 mm de tamanho são comestíveis e muito apreciados como condimento.
Possuem um sabor suavemente apimentado.
No entanto deve-se tomar cuidado ao consumí-la pela primeira vez, pois pode causar reações alérgicas em pessoas mais sensíveis, por conter substâncias tóxicas.

| REQUERIMENTOS |
O aroeira-rosa se desenvolve bem na meia-sombra ou a pleno sol.
Tolera todos os solos, inclusive os pobres e ácidos, mas se desenvolve melhor a pleno sol em em solos úmidos bem drenados.
O requerimento em termos de água é alto.

| MANUTENÇÃO |
É uma espécie que requer pouca manutenção.
Basta adubar 2 vezes por ano com material orgânico.
Recubra  o solo na área correspondente à copa mais um anel de cerca de 50cm de largura.
O material orgânico pode ser terra de compostagem, misturas á base de esterco, húmus de minhoca ou serrapilheira.
Aproveite a manutenção para descompactar o solo superficial para facilitar a absorçao de água pelo solo.
A aroeira-rosa aceita poda.

| OCORRÊNCIA NATURAL |
A espécie ocorre naturalmente em diversos tipos de vegetação.
Pode ser encontrada desde o nível do mar até 2.000 metros de altitude.
Tolera geadas até – 6°C.
Tolera bem inundações temporárias.

| RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA |
Não deve faltar em projetos de restauração ecológica, já que deve ser considerada uma espécie-chave para o suprimento da fauna e de polinizadores.
Floresce e frutifica abundantemente.
A frutificação ocorre também na estação seca, sendo portanto uma espécie importante nessa época de escassez natural de alimento.
Trata-se de uma espécie dióica, portanto é necessário plantar vários exemplares com uma certa proximidade para garantir a sua reproduçaõ.
É considerada invasiva em alguns países devido à sua alta resilência a condições ambientais adversas e sua grande atratividade para a fauna.
Tende a formar maciços.
A planta funciona como inseticida natural.
É classificada como pioneira ou secundária inicial.
Seu status de conservação ainda não foi avaliado (NE).

| CONSERVAÇÃO |
Suas flores são importantes para insetos polinizadores, como abelhas, besouros, vespas, mariposas e moscas.
Os frutos ofereçem alimento para bugios-marrons, saguís-de-cara-branca, lobinhos-do-mato, mãos-peladas, quatis, morcegos e diversas espécies de aves, entre elas tucanos-de-bico-verde, tucanos de bico preto, araçaris e jacus.

 



–  ANIMAIS QUE SE ALIMENTAM DE PIMENTA-ROSA  –
SAGUIS-DE-CARA-BRANCA | BUGIOS-MARRONS | MÃOS-PELADAS | QUATIS | TUCANOS-VERDES


 

| POLINIZAÇÃO |
Insetos como abelhas, besouros, vespas, mariposas e moscas.

| DISPERSÃO |
Zoocórica.

| DISPERSORES|
Bugios-marrons, saguís-de-cara-branca, lobinhos-do-mato, mãos-peladas, quatis, morcegos e diversas espécies de aves, entre elas tucanos-de-bico-verde, tucanos de bico preto, araçaris e jacus.

| UTILIDADE
Trata-se de uma planta medicinal muito utilizada tanto no Brasil como no exterior. Todas as partes da planta possuem alguma utilidade medicinal.

| UTILIDADE II |
É uma planta apícola.

| UTILIDADE |
Tanto o óleo extraído dos frutos, como também o bálsamo extraído do tronco, podem ser utilizados como insecticida natural.

| MADEIRA |
Sua madeira moderadamente pesada possui alta durabilidade e excelentes qualidades mecânicas, razão pela qual é muito utilizada para a produção de móveis.
Além disso é utilizada na construção civil e para a produção de moirões e palanques.
Pode também ser utilizada como lenha e carvão.

| NOMES |
É também chamada de fruto-de-tiê ou aroeira-pimenteira.

 

 

 

 

 

 




SCHIZOLOBIUM PARAHYBA

GUAPURUVU
SCHIZOLOBIUM PARAHYBA (VELL.) BLAKE

 



 

PAISAGISMO |  O guapuruvú é uma árvore decídua de até 20 a 35 metros de altura. Trata-se de uma árvore de grande beleza, fato pela qual está sendo muito utilizada no paisagismo urbano e em projetos de paisagem. Representa também uma excelente opção para projetos paisagísticos de fazendas, sítios e casas de campo. Tolera muito bem as condições climáticas do litoral, podendo também ser utilizado em casas de praia. Possui porte, folhagem e florada muito ornamentais. O tronco majestoso de até 90 cm de diâmetro, quase liso e reto se destaca na paisagem. O tronco elegante e a delicadeza da sua folhagem lhe conferem uma beleza singular. A florada ocorre na época em que a árvore perde as suas folhas, destacando ainda mais a beleza de sua florada abundante. No entanto deve-se tomar cuidado com o seu posicionamento, pois as “hastes” de suas folhas,  que pareçem galhos de até 2 metros de comprimento, acabam caíndo em grandes quantidades antes do inverno. Portanto deve-se evitar o plantio em áreas de passagem de pedestres. Possui crescimento extremamente rápido, sendo considerada a árvore nativa brasileira de mais rápido crescimento.

FRUTOS E SEMENTES |  O fruto de 10 a 15 cm de tamanho contém uma semente única, ellíptica muito dura de 1,5 a 2 cm de comprimento.

AMBIENTE PREFERENCIAL | O guapuruvú tolera todos os solos, tanto pobres como férteis. No entanto se desenvolve melhor a pleno sol em solos férteis, úmidos e argilosos. O requerimento em termos de água é alto.

MANUTENÇÃO |  Planta de fácil cultivo. Requer pouca manutenção. Adubar com material orgânico a cada 6 meses. Nos centros urbanos a árvore requer um pouco de trabalho de limpeza antes do inverno, quando perde folhas e hastes e após a florada.

OCORRÊNCIA |  Prefere matas abertas secundárias e capoeiras, podendo ser encontrada principalmente no fundo de vales e ao longo de riachos e rios, onde chega a formar aglomerações. Tolera inundações temporárias, mas não tolera inundação constante. Tolera secas.Tolera geadas até -3°C. Possui tolerância moderada para vento.

RESTAURAÇÃO ECOLÓGICA |  O guapuruvú não deve faltar em projetos de restauração ecológica, pois é uma excelente produtora de biomassa devido ao seu crescimento extremamente rápido, a florada abundante e por ser decídua, fornecendo grandes quantias de flores, folhas e “galhos”. Além disso, o guapuruvú exerce uma função muito importante como poleiro dentro dos ecosistemas, ofereçendo abrigo e um local de repouso para muitas aves e facilitando a dispersão de sementes. Além disso, é uma espécie que faz aliança com microorganismos produtores de nitrogênio, contribuindo para a regeneração do solo. Representa uma excelente opção para fixação de taludes e medidas anti-erosivas. É classificada como pioneira.

CONSERVAÇÃO |   Sua florada abundante é de grande importância para polinizadores.

POLINIZAÇÃO |  Insetos abelhas e mamangavas.

DISPERSÃO |  Anemocórica ou autocórica.

UTILIDADE I |  Trata-se de uma planta medicinal.

UTILIDADE II |  A espécie é apícola.

UTILIDADE IIi |  É uma espécie interessante para sistemas agroflorestais . Serve como fixadora de nitrogênio que ofereçe um sombreamento leve. Ótima opção para o leve sombreamento de plantações de café, cacau ou mirtáceas. Ótima provedora de biomassa, pois além das flores e folhas, produz longas hastes sem ramificações que poder facilmente serem trituradas.

DIFICULDADES |  Galhos quebram fácil com o vento. Cheiro desagradável da madeira.

CURIOSIDADE |  O nome “guapuruvú” vem do tupi-guarani e significa “tronco de fazer canoa”.

 


 

 

 

 




SYAGRUS ROMANZOFFIANA

O jerivá é uma bela palmeira de 7 a 15 metros de altura. O DAP chega a medir 30n a 50cm.
Trata-se de uma espécie ornamental, muito utilizada na arborização de ruas e projetos paisagísticos em todo o país e no exterior.
Suas belas inflorescências amarelo claras surgem o ano todo em forma de cachos pendentes.
O jerivá é uma planta que necessita de poucos cuidados e a qual é muito resistente a condições ambientais adversas.
Resiste muito bem ao transplante, mesmo os indivíduos adultos.
Além disso, o jerivá é de extrema importância ecológica tanto nas áreas urbanas como também nas florestas e paisagens, pois os seus frutos nutrem inúmeras espécies animais e suas flores oferecem alimento para polinizadores como as abelhas.
No paisagismo pode ser utilizada no projetos urbanos, em projetos de paisagem e planejamento ambiental.
Possui crescimento moderado a rápido.